"Obstáculos são aquelas coisas assustadoras que você vê quando tira os olhos do alvo."
(Henry Ford)O gás que nos sustenta, a engrenagem que nos movimenta, são os motivos que nos fazem viver.
Ok... Nao vou começar aqui mais uma dilema do autoconhecimento que inunda as prateleiras das livrarias da sua cidade, mas a verdade é que, de um jeito ou de outro, por livre espontânea pressão, todo mundo um dia se depara com a questão: E aí, vai pra onde?
Minha última postagem aqui foi 31 de dezembro, véspera do que chamamos de ano novo, mas que agora ja não está tão novo assim. Estamos no quarto mês do ano e o que era prato novo, ja entrou pra rotina, ja compôs a mesa, deixou migalhas, ganhou uns riscos e em breve vai ser retirado da prataria.
E é neste "miado" de abril, que minha mente impertinente veio a desatar o fio do pensamento racional que eu tento manter e me levou ao desatino. Menina, pra onde você vai? A consciência me indagou. Não foi de uma hora pra outra, é resultado das reviravoltas (de estômago e de travesseiro) que me impedem de continuar. É um hábito antigo: Pra não desisitir, chega uma hora na qual você precisa parar, respirar, pensar e decidir: pra onde eu quero ir?
Claro, há quem continue no molejo do Zeca, deixando a vida levar, mas esse refrão nunca colou pra mim entao me ponho a devanear.
Sabe quando você revê alguns conceitos? O que era certeza, já nao é mais. O que era sonho agora é loucura. O que era vontade é renúncia e você se sente na estaca 0... Outra vez.
Me encontro neste momento. Estou (novamente) pensando na minha vida.
Dei uma boa olhada debaixo das lembranças, tentei capturar a essência de cada uma delas.
Mergulhei no meu futuro ideal e modifiquei... Muita coisa.
E aí? Novas opções, novos "quereres" entram em cena. O que interessava bastante, pouco me atrai agora. Sinto que sou eu de novo (de um novo jeito), querendo
Nao sei se é amadurecimento o nome disso, ou se é aquele fato que a gente chama de "cair na real". O ponto aqui é que admitir é o melhor remédio. E sucumbir algumas dessas escolhas não me torna melhor ou pior, apenas diferente. Me torna eu mesma, de novo (me perdoe a nossa língua portuguesa).
Sou eterna metamorfose, não há como negar. Sou feliz por querer mudar, sou feliz por querer me achar... Sou feliz porque necessito de um alvo que me faça continuar. E tenha certeza, quando algo aqui dentro me incomoda é porque a bússola deu defeito e está na hora de REconsertar.
Novos rumos se definiram e eu não estou mais a vagar.
Tenho um ar de boa vontade porque sei aonde quero estar.
Se os ventos vão mudar outra vez? Nao sei, mas se for, meu sexto sentido, como sempre, vai me alertar.
Daí... É só ajustar as velas e continuar a navegar.
O importante (e interessante) dessa vida é não ter mesmo que ancorar.
